Racismo estrutural: entenda o que é e como ele funciona

As manifestações de preconceito tem crescido bastante nos últimos anos à medida em que a comunidade negra ganha força e espaço de fala na sociedade. Contudo, o racismo estrutural é algo muito mais complexo de ser combatido.

A começar pelo fato de que muitas pessoas ainda não o compreendem. Por isso, é fundamental discutir o tema. O conhecimento e o reconhecimento de sua existência é o que faz com que a sociedade possa evoluir e se tornar mais igualitária.

Quer entender melhor o que é o racismo estrutural e como ele influencia a sua vida? Confira este post!

O que é racismo estrutural?

O racismo é a discriminação de uma pessoa ou um grupo de pessoas em função de sua origem racial. Ele é baseado na suposição do racista de que ele pertence a uma raça superior à outra. No Brasil, o racismo se manifesta na relação entre negros e brancos, por causa do período de escravidão.

Note que, da forma como foi exposto esse conceito, muitas pessoas não conseguem se identificar como racistas, pois não se sentem conscientemente melhores que as outras. Contudo, a nossa cultura foi moldada sob a crença velada de que os negros são inferiores e menos capazes.

Isso fez com que o problema fizesse parte do cotidiano de uma forma naturalizada, como se fosse algo normal. Por isso o racismo é estrutural. Ele não pertence a indivíduos e situações isoladas, está presente em toda a estrutura social que vivemos atualmente.

Como ele funciona?

O racismo estrutural funciona de diversas formas, mas é nas questões subjetivas que ele ganha mais força. São atitudes, olhares e gestos que fazemos todos os dias e não percebemos o quão racistas estamos sendo. Ele está tão entranhado em nossas vidas, que mesmo pessoas negras cometem atos “minimamente” racistas sem se dar conta.

Como identificar o racismo estrutural no cotidiano?

Quando pensamos na proporção da população negra no Brasil frente à branca, ela não reflete as ocupações dos espaços públicos e privados. De acordo com o IBGE, mais de 55% da população se declara negra ou parda. Mas não é essa divisão que vemos representada em todos os lugares.

Se o racismo estrutural é tão subjetivo, como identificá-lo? Prestando atenção aos detalhes! Quando você vê uma propaganda na TV e ela exibe uma pessoa que ocupa um cargo de chefia, ele é negro? As personagens subalternas das novelas e filmes, são de que raça? E na vida real, nessas mesmas situações?

O que fazer para combater esse problema?

O problema é grande e profundo, mas não é impossível de ser solucionado. Para combater essa forma de racismo, é preciso lutar contra essas pequenas manifestações de forma ativa. Não dá para deixar passar, ver e não fazer nada. Afinal, foi assim que ele se instaurou e tomou as proporções que tem hoje.

Agora que você entende um pouco mais sobre o racismo estrutural, reflita sobre suas ações e pensamentos. Comece o combate por você. Avalie quais são as opressões que tem presenciado e faça algo para mudá-las. Fale, se expresse, argumente. Ajude a tornar o Brasil um pouco menos racista a cada dia!

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