Fantasias de Carnaval: Ser negro não é fantasia!

Durante muitos anos a mesma cena se repete: fantasias de carnaval caricatas invadem as praças e ruas das cidades. Para justificar o ato, s falas mais comuns são: “Isto não é preconceito, é uma forma de homenagear as pessoas negras.”

É assim que as pessoas se defendem ao se fantasiarem de “nega maluca”e outras fantasias desrespeitosas. No artigo de hoje, vamos te contar como essa prática é prejudicial, é só acompanhar a leitura.

 

Como surgiu?

Essa “moda” de se fantasiar de negro, usando perucas que remeteriam aos nossos cabelos blacks e pintando o corpo de preto, foram uma evolução do blackface. A prática usada nos teatros estadunidenses no século XIX.

O blackface era um forma satirizada representar negros nas peças teatrais já que esses podiam não fazer parte do elenco, sempre eram representados de forma marginalizada.

No Brasil, a prática veio através das marchinhas preconceituosas de carnaval, como a música Nega Maluca que já falamos. Fernando Lobo e Evaldo Ruy escreveram essa letra em 1949.

Sendo assim, é uma letra carregada de estereótipos e preconceitos, reforçando ainda mais a imagem da mulher negra: barraqueira e mãe solteira.

A fantasia de Nega Maluca é extremamente desrespeitosa,  além de satirizar o corpo negro, vem com uma grande hipersexualização da mulher negra.

Quem se fantasia de Nega Maluca, coloca enchimentos no corpo para dar a entender que o corpo da mulher negra é “farto” e exagerado.

 

Cabelo crespo não é uma fantasia de carnaval

Além da fantasia de Nega Maluca, ainda é comum encontrarmos as perucas de cabelos black a venda nas lojas em época de carnaval.

É muito importante perceber que o uso dessas fantasias vêm para  perpetuar ainda mais os preconceitos. Preconceito que lutamos dia a dia para extinguir, através do empoderamento negro.

É necessário ressignificar o carnaval, incentivar que ele respeite os limites e diferenças do outro, um carnaval que realmente se torne uma festa de alegria.

 

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